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terça-feira, 12 de abril de 2011

Cinema-Must See...

É hoje! Finalmente vou ao cinema ver o filme "Tropa de Elite 2". Já podia ter visto ilegalmente pela net, pois tal como sempre, Portugal é atrasadíssimo quanto às estreias em cinema.
Só para terem uma ideia, o filme saiu no Brasil em Outubro do ano passado, e nós já estamos em Abril deste ano. Muito tempo. Realmente muito tempo.
Mas enfim! Resolvi esperar, pois este tipo de filmes só pode ser mesmo visto em cinema, num ecrã enorme e de preferência, com uma boa companhia :-)
 Adorei a primeira sequela, e espero realmente não me desiludir com a segunda. Pelo menos o trailer promete, e as críticas que já estive a ler foram todas unânimes. O filme é uma obra prima. E eu, tal como sempre, só gasto dinheiro nos cinemas quando tenho a certeza que vou obter qualidade.
Quer dizer, desta vez não! Não vou ser eu a pagar ;-D...


PS- Nos próximos posts do blog, prometo falar do filme e dizer qual foi a minha opinião sobre ele.

ARQUIVOS...

Não posso evitar! Adoro a Keira Knightley desde o filme "Atonement".
Acho-a super elegante, clássica, dona de uma beleza pouco convencional e com o corpo que eu ansiava ter.
E aquele rosto meu Deus?!
Se inveja matasse, caía agora durinha no chão, garanto-vos ... ;-D















E por falar nisso, já viram o último filme dela? "Last night".
Adorei. Qualquer dia destes volto a vê-lo. Great movie.

sábado, 9 de abril de 2011

Cinema-Must See

Um dos últimos filmes que vi nestas mini férias, e que me marcou imenso, foi o "À nous amours" do director Maurice Pialat.
Adoro cinema francês, e esta película não foi excepção. Apesar da data de lançamento ter sido em 1983, este filme continua a ser actual, "fresh" e bastante revelador das relações familiares distorcidas num lar considerado disfuncional.
Além disso, tem toda a vibe dos anos oitenta (não me canso de afirmar que para mim foi uma das melhores épocas históricas a nível cultural) que confere um ambiente super acolhedor. O guarda-roupa é excelente, os diálogos evoluem com naturalidade e as personagens são exploradas em todas as suas dimensões (boas ou más).
A sinopse do filme é simples.
Suzanne, uma jovem de quinze anos, proveniente de um lar disfuncional quando o seu pai resolve sair de casa e a sua mãe entra num profundo estado de depressão e loucura, encontra no sexo a sua única forma de escape à realidade. O seu comportamento é considerado promiscuo pelos seus familiares, especialmente pelo irmão que a agride física e verbalmente como forma de descarregar as suas próprias frustrações.
Não! Este filme não é brilhante, não ouso dizer tal coisa, mas ainda assim tem qualquer coisa que nos deixa de olhos postos no ecrã até ao último minuto. Talvez seja a dureza das relações, o minimalismo das cenas e a cumplicidade que sentimos por Suzanne, pela sua mãe, o irmão e o próprio pai.
O filme prima realmente e somente por isso...
























CINEMA MUST-SEE : À nos amours - trailer

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cinema-Must See

No post Cinema-Must See de hoje, venho falar-vos sobre um filme no qual me esbarrei alguns meses atrás. Chama-se "Come see the Paradise" e foi realizado por Alan Parker, com a participação do fantástico Dennis Quaid, o qual tenho pena de não ver mais vezes nos grandes ecrãs. Mas enfim!
 Falando do que realmente interessa, ou seja, o filme, posso dizer-vos que foi realmente uma agradável surpresa, pois não esperei que fosse gostar dele. Aliás, começo a chegar à conclusão que os melhores filmes que já vi até hoje, foram todos vistos sem qualquer expectativa. Por isso, actualmente é com esse espírito que embarco no cinema. Sem expectativas, sem ligar às críticas dos entendidos na matéria e muito menos ao número de nomeações que o filme recebe nos Óscares. Já apanhei valentes desilusões, acreditem.

 A acção do filme passa-se no final dos anos 30 quando Jack McGurn (Dennis Quaid), um organizador do sindicato que está do lado errado da lei, ve-se metido num protesto em que, sem o seu conhecimento, foi usada uma bomba que poderia ter morto dezenas de pessoas. O organizador do sindicato oferece 300 dólares para Jack desapareça de Nova Iorque sob pena de ser preso caso se descubra o seu envolvimento no caso. Jack deixa assim a sua cidade natal e vai parar em Little Tokyo, Los Angeles, onde se apresenta como projecionista de um cinema alugado por Hiroshi Kawamura (Sab Shimono), um japonês.
Jack apaixona-se por Lily Yuriko (Tamlyn Tomita), a filha do seu patrão.
Jack e Lily decidem casar-se, mas Hiroshi opõe-se a esta união. E é neste cenário que os Estados Unidos entram na II Guerra Mundial e a família Kawamura é enviada (assim como os americanos que descendem de japoneses) para um "acampamento", que na verdade é uma prisão a céu aberto, onde todos sem excepção tiveram os seus direitos civis violados. Paralelamente Jack é enviado para a guerra, mas sonha encontrar novamente a esposa e filha.
E perguntam-me vocês o que tem este filme de tão especial?
Para mim, o conhecimento de uma nova cultura e uma realidade que me era completamente desconhecida. Nunca, em todas as aulas de História, Ciência Política e Política Externa que tive durante vinte anos, ou nos meios de comunicação social, tive conhecimento que também nos EUA existiram campos de concentração para os cidadãos japoneses durante a II Guerra Mundial.
 Esta história de Alan Parker foi uma autêntica lufada de ar fresco aos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, não só pelos actores pouco conhecidos, tirando o Dennis Quaid, como também pelo enredo que fugiu ao confronto cansativo entre Nazis e Judeus.
 Os laços familiares neste filme são fortíssimos e as histórias tão intensas que rapidamente nos sentimos mergulhados numa atmosfera de verdadeiro Cinema. E foi exactamente assim que me senti. Como se também eu durante duas horas e dezoito minutos tivesse feito parte daquela história...












domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cinema-Must See

Super engraçado!!
Ainda há dias postei aqui o cartaz deste filme e hoje parece que a SIC (até para estranhar) ouviu as minhas preces. Finalmente um programa de jeito.
Começou agora há poucos minutos o filme "O rapaz do pijama às riscas". Uma obra soberba que me apaixonou desde o primeiro ao último minuto. A história de uma amizade proibida num mundo repleto de ignorância, que nos faz questionar até quanto a humanidade se foi capaz de rebaixar por causa de ideologias políticas e raciais que hoje em dia fazem corar o mais comum dos mortais.
 O filme conta a história de um rapaz de oito anos, Bruno, o filho protegido de um agente nazi, cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa em Berlim para uma despovoada região onde o solitário jovem não encontra nada para fazer nem ninguém com quem brincar.
 Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel, um rapaz da sua idade que vive numa realidade completamente diferente, do outro lado da vedação de arame farpado. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência e resultar no despontar da sua consciência sobre o mundo adulto que o rodeia. Os repetidos e secretos encontros com Shmuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras.
 Consequências para as quais, confesso, não estava minimamente preparada e que me manteve a boca entreaberta até ao final do filme, rezando para que de alguma forma o meu maior medo não se concretizasse. E mais não digo!
Para mim, este filme retrata de uma forma cruel as monstruosidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial. A raiva, o ódio, a manipulação, a sede pelo poder, tudo isto foi semeado por um único homem que conseguiu em poucos anos destruir praticamente toda a Europa. Falo obviamente de Adolf Hitler.
Se estiverem agora em casa e por acaso não tiverem absolutamente nada para fazer, ponderem uma visita à SIC durante as próximas duas horas. Garanto-vos que não se vão arrepender, além de fazer parte do elenco uma das melhores actrizes que já vi em cena: VERA FARMIGA .
 Em baixo, tal como sempre, deixo alguns screencaps e o trailer do filme.
  Enjoy it ;-D





















quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cinema-Must See

Tenho aproveitado certos dias de folga para colocar a minha paixão pelo cinema em dia.
Filmes dos anos trinta, cinquenta, setenta, oitenta, noventa e dois mil, venham a mim que não tenho medo de vos devorar... hahaha...
 Por isso, deixo-vos os cartazes de alguns filmes que tenho andado a ver.
 Posteriormente, irei fazer um post sobre cada um deles (não hoje, que já não tenho tempo), pois acho que são obras que realmente merecem ser vistas por quem aprecia bom cinema.




































Hihihi! Só espero ter tempo para falar de todos estes filmes, até porque tenho mais para postar.
;-D

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cinema-Must See

Há já algum tempo que me esbarrei neste filme, e espero sinceramente que venha a Portugal, senão nos cinemas, pelo menos em DVD. 
Resolvi fazer as pazes com o Woody Allen, depois de me ter arrependido de gastar dinheiro nos cinemas a ver o Vicky Cristina Barcelona.
Não que não tivesse gostado da história ou do elenco (a minha maravilhosa Penelope Cruz e o hot hot do Javier Bardem), mas simplesmente não me consegui conectar às personagens. Desisti do filme a meio. Por isso, vi este com muito menos espectativas, até porque o elenco de actores não me chamou tanto a atenção, tirando o caso do Josh Brolin, da Naomi Watts e do Anthony Hopkins.
Confesso! Adoreeeeeeeeeeeiiiiiiiii...
 You Will Meet a Tall Dark Stranger é o filme a ver o quanto antes. Leve, refrescante, com uma história que nos prende desde o primeiro ao último minuto, senti como se tivesse entrado no interior do ecrã e estivesse a viver os dilemas e as alegrias dos personagens.
 Esta comédia romântica, embora a meu ver não o defina como uma comédia romântica, mas antes uma sátira aos dias de hoje e às relações familiares, sogra/genro, velhote decide casar com uma rapariga com idade para ser a sua filha, gira à volta dos vários membros de uma família, das suas vidas amorosas atribuladas e das tentativas para solucionarem os seus complicadíssimos romances. Fora isto, é um típico filme do Woody Allen.
 Portanto, se não gostarem dos filmes do Allen, nem vale a pena darem-se ao esforço de ver este...
 Acho que depois de vários flops seguidos, o director conseguiu acertar desta vez. Pelo menos para mim, já que existe o mesmo número de críticas positivas e negativas. De qualquer maneira, se tiverem oportunidade de ver o filme, façam-no. Serão com certeza duas horas muito bem passadas.
 Abaixo deixo alguns screencaps e também o trailer.

 Enjoy it ;-) 





















Fonte: www.imbd.com

You Will Meet A Tall Dark Stranger - Official Trailer

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cinema-Must See

Acabei de o ver e adorei!
Há muito que um filme não me prendia ao ecrã do príncipio ao fim.
O nome da obra: Black Swan.
O novo filme de Darren Aronofsky que conta com a excelente participação de Natalie Portman e Vincent Cassel.
A longa-metragem conta a história de Nina, uma bailarina perfeccionista e retraída que consegue finalmente a chance de ser protagonista na grande companhia de dança de que faz parte. O director (Vincent Cassel) considera-a perfeita para o papel do Cisne Branco em O Lago dos Cisnes, mas teme que Nina seja doce demais e incapaz de mostrar sensualidade e energia para fazer o Cisne Negro. Os ensaios são carregados de stress. Nina é pressionada pela mãe, uma ex. bailarina que viu a sua carreira terminar com o nascimento da filha, e também pelo diretor, sendo motivo de inveja de outras bailarinas da companhia.
 É nesta atmosfera que o seu lado negro aflora pouco a pouco, num processo alucinatório que atinge o auge na noite de estreia. Aliás, não percam a noite da estreia.
 Devo confessar que cheguei a este filme com uma enorme expectativa, e ao contrário do que estava à espera, as expectativas corresponderam à realidade. A obra é suberba. Começa lentamente... talvez lentamente demais , contudo, os últimos cinquenta minutos do filme compensam toda a espera. Natalie Portman demonstra uma enorme maturidade enquanto actriz. Não sei se esta interpretação lhe trará uma nomeação aos Óscares, mas se trouxer, não será surpresa nenhuma.
 Gostei da forma como o director explorou o mundo artístico do ballet, dotando-lhe de um lado negro, sujo e pouco ortodoxo... não estou a falar da cena em que Natalie Portman se masturbou, ou da outra em que fez sexo com a sua maior rival. Não! Não estou a falar de nada disso.
 Este filme tem realmente qualquer coisa. Não é o melhor que já vi, e com certeza vai demorar algum tempo a querer vê-lo de novo, mas ele tem realmente qualquer coisa...
 Nota:  Deixo em baixo screencaps do filme e também o trailer.



Obs (clique na imagem para ampliar)








Nota2: Não esquecer o guarda-roupa do filme! É fantabolástico, especialmente o vestido branco de Natalie Portman na festa promocional da peça.